Brinde à loucura....
próxima como o sopro de um felino
o limite suportável da dor, onde fica?
que visões são estas dos anjos da noite
ronronando baixinho,
acariciando-me as dobras dos lençóis...
não vivi a guerra mas vi os corpos tombarem,
danço....aí vive a alegria plena, de memória.
Desde o dia em que partiste que habitas
a parte de dentro das minhas pálpebras;
a tua ausência é o conflito entre essa força bravia,
poderosa voz de uma tristeza voraz,
e a jaula, nessas vísceras fechadas,
onde me encontro.
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Deixar ir...
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sabes, quero dizer-te
tu que morres em mim como uma pele nova
outra madrugada e um copo entornado no tapete
o meu alcóol, ás vezes, tem sangue.
3 comentários:
Ju.
Encantei-me como os mesmos sentidos.
Gostaria que lesse meus textos.Choram igualmente dúvidas e certezas.Tenho muita coisa a mostrar.
Beijo.
Cida.
Ju
Obrigado pela visita à Louletania e os meus parabéns pelo belo poema cujo título apesar de simples não deixa de ser tão belo como o texto.
Uma boa noite pela serrania entre o vento e as amendoeiras que começam a florir. Abraço amigo - Tó
Vimos por este meio convidar-te para mais uma Noite de Poesia no "D Café Bar". Serás muito bem-vinda, especialmente se quiseres partilhar connosco um poema, próprio ou alheio, um que seja (se mais não quiseres). Ou simplesmente ouvir. E (con)viver a poesia. Ás Terças, no "D Café Bar": Noite de Poesia. Aparece.
"D Café Bar", sito na Rua Dr. Rodrigues Davim, n.º 44, Faro.
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